passou-se comigo, este, rei que vos fala, o já enunciado.
sequencialmente, descreverei no maximo de detalhes que conseguir, claro, sem aquela vida que teria se contasse ao vivo. porém.. sigamos!
datado de dezessete de fevereiro, às 14h10m, o seguinte relato se passa no interior do ascensor do shopping Moinhos e conta – deixando a teta de fora “literalmente” – com cinco personagens: andré, eu, o pai-forte-que-segura-a-criança, a criança (bebê recém nascido) e a mãe-da-criança-que-leva-consigo-o-carrinho-de-bebê.
objetos figurativos: uma caixa com uma impressora epsonC67, um carrinho de bebê. como a teta não é personagem, a incluirei entre os objetos, apesar de ser ela a protagonista.
- A entrada:
eu, de impressora em mãos, entro no ascensor com destino ao segundo andar do shopping a fim de realizar uma troca de produto na loja de informática X. andré garante sua presença no “mesmo” diagonal-frontalmente , logo após eu me posicionar de frente para a porta, no canto fundo-direito.
- O encontro:
dando sequência às entradas, a mãe-da-criança-que-leva-consigo-o-carrinho-de-bebê chega posicionando-se ao fundo do ascensor, na ponta oposta a minha, dando margem para que o pai-forte-que-segura-a-criança entrasse e posicionasse-se no canto frontal oposto ao do andré.
para que tenham uma imaginação fieal ao relato, estavamos posicionados formando um quadrilátero regular.
- O deslocamento:
ao momento do dado fechamento da porta e iniciação de deslocamento do ascensor, andré se posiciona meio que virado para o centro, com o tronco voltado para sua diagonal oposta, mas olhando pra mim, dirigindo-me a palavra de um assunto que não me recordo neste exato momento.
o pai-forte-que-segura-a-criança faz o mesmo em direçao a sua respectiva (a mãe-da-criança-que-leva-consigo-o-carrinho-de-bebê).
- A hora H:
em meio a bla-bla-blas demasiados, não sei por quê diabos, houve um silêncio entre as duas duplas.
pronto! o momento propício para que o pai-forte-que-segura-a-criança desferisse o comentário mais infeliz que eu já pude presenciar este ano:
- TUA TETA TÁ VAZANDO!
sim.. ele disse exatamente assim, com todas estas palavras. repetindo:
- TUA TETA TÁ VAZANDO!
comentário esse, desferido na maior naturalidade, não foi interpretado dessa mesma forma por nós, a dupla oposta, com quem eles dividiam parte do mesmo espaço físico e não possuía barreiras sonoras entre ambos. ou seja.. fomos OBRIGADOS a escutar isso.
eu, no estado de nirvana que me envolveu por alguns segundos, ainda pude presenciar auditivamente a contestação à afirmação através de um: - Pois é.. faz tempo, já.., naquela mesma naturalidade, porém, agora, proferido pela mãe-da-criança-que-leva-consigo-o-carrinho-de-bebê.
andré, dividindo comigo aquele mesmo espaço bizarro, virou-se, ficando de frente para a porta do elevador e, imagino eu, com o mesmo pensamento em que eu me atei, mentalizava: “abre essa porra! abre logo! abre que eu quero sair..”
porteira abertas, saímos os dois, sem a oportunidade de nos olharmos, até então, porque a porta do elevador, atrás de nós, ainda estava a fechar-se. certamente nos espionavam. (se bem que não sei.. aquilo tudo ocorreu tão normalmente que eu não duvido de nada mais)
andré, de face completamente paralisada já, quase roxo de rir, virando-se lentamente para mim, boquiaberto e já sem ar, viu-me com cachoeiras de lágrimas brotando do meu globo ocular. literalmente, chorando de rir. sim..
fiquei pasmo, rindo – talvez ainda em estado de nirvana – por mais alguns minutos enquanto nos dirigíamos à tal loja de informatica para efetivarmos a bendita troca da porra da impressora.
quase morremos, de rir, depois daquela teta-vazadora!
creio que estejamos bem. os mantenho informados